
Nem tudo são flores nesta vida né...
Passei por uma grande decepção
Há pelo menos quinze dias atrás. Refleti sobre tudo que ocorreu, dei a volta por cima.
É amigos a vida é assim uma enxurrada de acontecimentos. Muita coisa boa ainda está por vim mas estou tranquila, em outra època estaria bem mal.
Estou aprendendo !
Ficarei ausente um bom tempo, na verdade o que aconteceu ressultou em apressar um montão de coisas pendentes. Logo voltarei assim que puder,pois este meu mundo virtual é o meu mundinho real. Me sinto confortável e feliz aqui.
Vou deixar pra vcs mais um texto que recebi e que tem tudo a ver comigo...
A Autora também se chama Marta...por isso que as Marta´s são especiais.
Cheiro grande
Amizade sem trato - Martha Medeiros
Dei
pra me emocionar cada vez que falo dos amigos. Deve ser a idade, dizem
que a gente fica mais sentimental. Mas é fato: quando penso no que tenho
de mais valioso, os amigos aparecem em pé de igualdade com o resto da
família. E quando ouço pessoas dizendo que amigo, mas amigo meeeesmo, a
gente só tem dois ou três, empino o peito e fico até meio besta de tanto
orgulho: eu tenho muito mais do que dois ou três. São uma cambada. Não é
privilégio meu, qualquer pessoa poderia ter tantos assim, mas quem se
dedica?
Fulano
é meu amigo, Sicrana é minha amiga. É nada. São conhecidos. Gente que
cumprimentamos na rua, falamos rapidamente numa festa, de repente
sabemos até de uma fofoca pesada sobre eles, mas amigos? Nem perto.
Alguns até chegaram a ser, mas não são mais por absoluta falta de
cuidado de ambas as partes.
Amizade
não é só empatia, é cultivo. Exige tempo, disposição. E o mais
importante: o carinho não precisa - nem deve - vir acompanhado de um
motivo.
As
pessoas se falam basicamente nos aniversários, no Natal ou para pedir
um favor - tem que haver alguma razão prática ou festiva para fazer
contato. Pois para saber a diferença entre um amigo ocasional e um amigo
de verdade, basta tirar a razão de cena. Você não precisa de uma razão,
basta sentir a falta da pessoa. E, estando juntos, tratarem-se bem.
Difícil
exemplificar o que é tratar bem. Se são amigos mesmo, não precisam nem
falar, podem caminhar lado a lado em silêncio. Não é preciso troca de
elogios constantes, podem até pegar no pé um do outro, delicadamente.
Não é preciso manifestações constantes de carinho, podem dizer verdades
duras, às vezes elas são necessárias. Mas há sempre algo sublime no ar
entre dois amigos de verdade. Talvez respeito seja a palavra. Afeto,
certamente. Cumplicidade? Mais do que cumplicidade. Sintonia?
Acho que é amor.
Oh, céus! Santa pieguice, Batman! Amor? Esta lengalenga de novo?
Sério,
só mesmo amando um amigo para permitir que ele se atire no seu sofá e
chore todas as dores dele sem que você se incomode nem um pingo com
isso. Só mesmo amando para você confiar a ele o seu próprio inferno. E
para não invejarem as vitórias um do outro. Por amor, você empresta suas
coisas, dá o seu tempo, é honesto nas suas respostas, cuida para não
ofender, abraça causas que não são suas, entra numas roubadas,
compreende alguns sumiços - mas liga quando o sumiço é exagerado. Tudo
isso é amizade com trato. Se amigos assim entraram na sua vida, não
deixe que sumam.
Porém,
a maioria das pessoas não só deixa como contribui para que os amigos
evaporem. Ignora os mecanismos de manutenção. Acha que amizade é algo
que vem pronto e que é da sua natureza ser constante, sem precisar que a
gente dê uma mãozinha. E aí um dia abrimos a mãozinha e não conseguimos
contar nos dedos nem dois amigos pra valer. E ainda argumentamos que a
solidão é um sintoma destes dias de hoje, tão emergenciais, tão
individualistas. Nada disso. A solidão é apenas um sintoma do nosso
descaso.