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ReportagemSou manequim 46 e adoro

 Sou manequim 46 e adoro
Se você acha que não tem sorte no amor e se sente infeliz porque seu peso não se enquadra no padrão das outras, prepare-se para aprender uma lição de autoestima. A leitora Manuella Maciel, 29 anos, sofreu muito até aprender a deixar que o homem dos seus sonhos entrasse na sua vida.

Depoimento a Ana Rita Martins / Foto Fabio Heizenreder Sou manequim 46 e adoro
"Sempre vivi em função da expectativa dos outros - e ficava frustrada por não conseguir corresponder a todas. Como qualquer adolescente, me apaixonei muitas vezes, mas se um menino não me dava bola achava que era por causa do meu peso e sentia culpa por não" ser magra o suficiente. Quando eu e minhas amigas saíamos e ficávamos perto de rapazes, morria de medo de que eles comentassem que eu era a gordinha da turma.
Adorava falar sobre os paqueras com as meninas, mas, no fundo, me sentia inferior. A Carol, minha melhor amiga, era loira, linda e magra. Raras foram as vezes em que falei com ela das minhas inseguranças. Preferia sofrer sozinha a admitir quanto era difícil não me sentir desejada. Ao contrário das outras garotas, eu não gostava de comprar roupas. Perdi as contas das vezes em que entrei em lojas com a minha mãe, experimentei tudo e não levei nada. O problema nem era tanto o peso, mas a forma do meu corpo. Se a calça estava certa no quadril, sobrava na cintura. Se o vestido fechava no busto, ficava largo no resto do corpo. Era um horror. Mamãe falava que eu precisava emagrecer e eu saía da loja muito constrangida. Chegava a um ponto em que já não me importava mais se a roupa era bonita ou não. Levava o que servia e pronto. Por causa disso, uma amiga chegou a dizer que eu me vestia mal. Fiquei triste, mas era a pura verdade.

(...)

Nasce uma deusa

Encarando o espelho, descobri que tenho cintura. Observei minhas coxas grossas e comecei a pensar pelo lado positivo: que homem não gosta de carne para pegar? Percebi que minha estrutura física jamais permitiria que eu fosse como uma modelo de comercial de cerveja. Em compensação, tinha seios fartos, pele firme e bumbum redondo! Na semana seguinte à reportagem, estava na academia quando um fotógrafo apareceu por lá procurando clientes para fazer um book, e me inscrevi. A experiência de fotografar no estúdio foi incrível. Eu me senti uma deusa com todos aqueles flashes. Daquele minuto em diante, resolvi investir no meu lado mulherão. Mandei o book para uma agência especializada em São Paulo e, em fevereiro, me chamaram para um teste. Não passei, mas voltei para casa ainda mais determinada a ser modelo. Mandei minhas fotos para as lojas de roupas para gordinhas e arrumei trabalhos, desfilei para lojistas, fiz dois catálogos. Nos últimos meses, renovei meu guarda-roupa. Agora sei que devo usar peças exatamente do meu tamanho - nem largas nem apertadas - para mostrar minha exuberância. Mas não foi só no visual que dei uma repaginada. Renovei também meu jeito de ver a vida. E só pude bancar meu tamanho GG porque deixei de vincular beleza com peso - ela tem a ver com autoestima! Outro dia, durante um trabalho, me espantei quando um fotógrafo virou para uma lojista e disse: 'Ah, ela nem é tão gordinha...' Eu me enfureci: 'Ah, sou, sim!' E desatei a rir de mim mesma."


Continua no site da Nova
http://nova.abril.com.br/edicoes/434/vida_trabalho/sou-manequim-46-e-adoro.shtml?pagina1

Um comentário

  1. eu sou gordinha assumida moro em fortaleza tb as vezes me sinto muito malquando uma pessoa olha para mim com aquele espanto como se eu fosse uma beração fico triste logico mas penso depois que apesar de tudo que acham das gordinhas somos especiais e temos direitos igual a qualquer pessoa de curvas de ser felizzzz....bjssss

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