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Pessoas com Borderline-No limite das emoções



 Reportagem do Jornal OPOVO por Viviane Gonçalves aqui
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No limite das emoções

Pessoas com Borderline vivem sempre no limite das emoções e exigem do outro um comportamento perfeito. Uma falha é motivo para transformar aquele que antes era herói, em vilão. É possível conviver com uma "border"?

Algumas vezes a personalidade traz traços problemáticos que fazem a pessoa sofrer, e todos os outros que estão ao seu redor também. Quando o padrão de relacionamento emocional é intenso, confuso e desordenador, é preciso estar atento para buscar um diagnóstico: pode ser o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), também chamado de Limítrofe. A instabilidade das emoções é o traço marcante desse transtorno.



Segundo o psiquiatra Alexandre Bastos Lima, os pacientes com esse transtorno costumam apresentar instabilidade e impulsividade no comportamento. “Existe um medo muito grande de ser abandonado. Nessa tentativa de ter o outro sempre por perto, eles acabam provocando o afastamento das pessoas”, afirma.

Nesse padrão de relacionamento inconstante, o border (como são chamadas as pessoas que possuem esse transtorno) varia rapidamente entre ter um grande apreço por certa pessoa para logo depois desprezá-la. Geralmente esse comportamento se reflete em gastos financeiros, na área sexual e no abuso de substâncias psicoativas.

O TPB pode ser identificado isoladamente, mas, na maioria dos casos, está associado a outros tipos de transtornos. Pesquisas apontam que as mulheres acabam sendo as mais atingidas. Algumas celebridades internacionais são apontadas como ícones desse tipo de transtorno. A diva Marilyn Monroe é uma delas. Com um histórico familiar de abandono, relacionamentos amorosos conturbados e comportamentos impulsivos, a estrela de Hollywood teve uma vida cheia de casos que apontam a incidência para o TPB – mesmo não tendo sido diagnosticada na época.

A princesa Diana também. Em seus 20 anos de vida pública, a imprensa conseguiu acompanhar as várias facetas daquela que ficou conhecida como a princesa do povo. Anos depois de sua morte, médicos passaram a considerar que Diana sofria de TPB (limítrofe). Ela mesma considerava que a cura para seu estado estaria nas mãos do amor de seu marido. “Charles me fez sentir inadequada de todas as maneiras possíveis. Toda vez que subo para tentar respirar, ele me puxa para baixo”, desabafou durante uma entrevista à imprensa inglesa.

Os borders costumam depositar toda a sua esperança de felicidade no outro, exigindo um comportamento perfeito, sem qualquer tipo de falha. O tratamento desse transtorno costuma ser baseado na junção entre psicoterapia e medicamentos que vão atuar na inibição de consequências do transtorno, como depressão e ansiedade.

O Ciência & Saúde dessa semana mostra toda a complexidade desse transtorno e qual a incidência na população. Saiba também porque o diagnóstico cedo auxilia o êxito no tratamento e como a família pode ajudar no processo de busca por um convívio sereno com uma border.

Sobre Marylin


1Norma Jeane teve sérios problemas de rejeição e abandono na infância. A mãe dela tinha problemas psicológicos. Norma Jeane acabou passando parte de sua infância entre orfanatos e casas de família.

2Aos dezesseis anos, encontrou no casamento a única saída para a estabilidade física e emocional. Pouco tempo depois, Norma foi descoberta por um fotógrafo e tornou-se Marilyn Monroe.

3Só que tamanho sucesso acabou sendo responsável pelo divórcio com seu primeiro marido. A fama e a figura sexual tornaram-se justificativa para o fim de outros dois casamentos.

4A instabilidade emocional a acompanhava. Frágil, sempre necessitando de cuidado e aprovação alheia, Ela abusou do álcool e sedativos.

5Embora não tivesse sido diagnosticada à época de sua morte, Marilyn Monroe talvez fosse hoje considerada com o Transtorno de Personalidade Borderline. De acordo com especialistas, ela apresentava os principais traços desse transtorno, como a dificuldade de administrar emoções, o medo do abandono, a impulsividade, a baixa auto-estima e a instabilidade nos relacionamentos.


 Reportagem do Jornal OPOVO por Viviane Gonçalves aqui

4 comentários

  1. Poxa não sabia que existia essa doença, e se a gente parar para pensar existe muitas pessoas ao nosso redor que é assim e nos nem percebemos né?
    Bjãooo
    Lina

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  2. Tenho de 17 anos e fui diagnosticada como border....

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    Respostas
    1. Não deixe de consutar pelo menos 2 especialistas flor

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    2. Não deixe de consutar pelo menos 2 especialistas flor

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