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Os enigmas da quarentena de um aborto espontâneo


 Como conviver com  imensa alegria, por uma vida, e a profunda tristeza, em razão do aborto?
Ai gente não é fácil! Para ficar em pé de verdade e absorver tudo isso. Tive que passar 08 dias com celular desligado, sem falar com familiares, no meio do mato, lendo, refletindo e me fortalecendo. 

Chorei direto nos primeiros 5(cinco ) dias. Eu sofri um bocado! Mas meu fundo do poço, lugar onde vou várias vezes kkk tem mola. 


Por que me isolei? Porque sempre resolvi tudo na minha vida sozinha. E de certa forma, não gosto muito de ficar me lamentando. Prefiro me superar do que ficar deprimida. Já entrei em depressão duas vezes e não quero isso pra mim de novo viu! 

A perda foi importante...percebi quem me ama, quem emana energias positivas mesmo de longe. Cada vez mais minha família composta de minha mãe, pai , irmã e irmão cada um de forma bem natural se manifestou a respeito dessa gravidez da forma exata como esperava. as a reação de minha mãe foi a que mais me abalou. Mas não estou mais falando sobre eles...cansei de verdade!

Mas o mundo não deve girar em torno desse quarteto afinal...pois o carinho e amor que recebi de amigos reais, de pessoas que não conheço pessoalmente mas q tenho enorme carinho e respeito seja pelo blog ou Facebook, de alguns familiares agregados(primos, tias), dos médicos, das enfermeiras enfim. Me tiraram da tristeza. EStou pronta.

Aprendi muito...muito muito!
Compartilho aqui alguns textos

 Sobre o aborto espontâneo:


As pesquisas médicas demonstram que cerca de 80% das mulheres abortam nas primeiras 12 semanas de gestação.



Perder um filho por aborto espontâneo é mais comum e mais doloroso do que se imagina. Mulheres que vivem essa dor física e emocional – causada, na maioria dos casos, até o fim do primeiro trimestre de gestação – desejam o silêncio e o recolhimento assim como eu fiz.logo estou perdoada.
 Pais, irmãos claro não entenderam isso mas meu  companheiro e amigos(as) sim.Poucas compreendem profundamente o ocorrido e as consequências que a experiência pode causar.

A DEMOCRACIA
Sem escolher raça ou classe social, os abortos espontâneos do primeiro trimestre da gravidez são geralmente causados por anormalidades genéticas, Má formações uterinas, toxoplasmose e infecções congênitas, como a rubéola, também podem interromper a vida que se forma no útero materno. O risco, entretanto, é ainda maior quando há a presença de doenças crônicas (reumatológicas, renais, endocrinológicas, hipertensão, entre outras) e com o avanço da idade, geralmente a partir dos 35 anos – época em que é cada vez mais comum a gravidez.

Meu Luto
  O aborto espontâneo é uma perda na qual a paciente faz luto, e a família e os amigos devem entender como tal. A paciente deve ser apoiada, principalmente psicologicamente – diz o médico.A perda de um bebê não é algo que se queira falar ou lembrar,Não é possível resumir toda esta experiência em poucas palavras, mas ao mesmo tempo parece não haver palavras exatas para se definir essa perda.
 
 Uma mulher que perde um filho ao longo da gestação vivencia a dor em silêncio. 

Busca formas de sofrimento solitário, em recantos da casa, da rua, do trabalho, nos locais mais absurdos porque a sociedade não está preparada para respeitar e dignificar a dor. Insistem na palavra “esquece”, como se fosse tão simples e natural esquecer um filho que geramos. É um dos piores lutos, porque não existe um ser cuja imagem guardamos para recordar, não existe um local onde possamos estar mais próximos, não existem momentos de partilha, apenas um vazio devorador.


As frases “não chores mais, daqui a pouco tens outro” ou “melhor assim, do que nascer deficiente” são muito utilizadas, face a um momento marcado pela impotência de nada fazermos para reverter a situação.Partilhar é sinônimo de aceitação. Aceitar a partida daquele bebê serenamente, confiar no que o futuro lhes reserva. Acreditar que tudo irá correr bem numa próxima gestação. Pode significar a transformação da dor em saudade. As pessoas esquecem que, depois de uma perda, vem uma nova etapa, a tentativa de voltar a gerar. O medo e a ansiedade que circundam essa gestação são devastadores, porque conhecemos o outro lado da maternidade. Sabemos que nada depende de nós e que, a qualquer momento, o nascimento pode transformar-se no nosso pior pesadelo.

O que os especialistas dizem:




Estratégias para lidar com esta situação 
Há dois aspectos que o casal que passa por esta situação não deve menosprezar, se pretende seguir em frente com a sua vida e com o seu projeto de aumentar a família: 
  • Evitar os sentimentos de culpa - Nem a mulher nem o homem podem ser responsabilizados pelo que aconteceu. O casal deve evitar os sentimentos e pensamentos negativos e tentar conversar sobre o assunto, por mais difícil que seja, e deve fazer o possível para superar essa perda. Dê tempo ao tempo. 
  • Aconselhamento psicológico - Com a ajuda do psicólogo, o casal percebe que não deve rejeitar os seus sentimentos e emoções, devendo antes falar sobre os mesmos.
Além das sessões com o psicólogo, o casal não deve se isolar do resto do mundo, devendo ao invés procurar outros que já tenham passado pelo mesmo, para desabafar e partilhar sentimentos. 


O aborto não afeta a capacidade da mulher de engravidar num futuro próximo. A maior parte das mulheres que já sofreu um aborto desenvolve, mais tarde, uma gravidez saudável. 

Mas atenção. Embora não haja qualquer inconveniente em tentarengravidar depois de um aborto, os médicos aconselham a esperar cerca de 3 a 6 meses para reduzir o risco de outro aborto. 

Se, por um lado, a recuperação física da mulher é essencial para o sucesso de uma nova tentativa de gravidez, o mesmo acontece em relação ao seu estado emocional. 

Antes de voltar a tentar engravidar, a mulher, juntamente com o companheiro, deve ter a certeza de que estão preparados psicologicamente para o fazer. 

Quando o casal decide tentar mais uma vez, a mulher deve seguir quatro regras básicas para que a nova gravidez corra pelo melhor:
  • Manter uma atitude positiva em relação à nova gravidez(esquecer o passado e pensar no futuro). 
  • Descansar bastante . 
  • Evitar o stress. 
  • Desabafar as suas ansiedades e preocupações com o companheiro e, caso seja necessário, com o próprio médico.

A mulher deve ainda seguir uma dieta nutritiva e, se for caso disso, alterar certos hábitos de vida relacionados, por exemplo, com o consumo de álcool , café e tabaco .



7 comentários

  1. Amiga, Parabéns pelo texto e por ter renascido das cinzas a tal ponto de transformar sua experiência em uma solidaria prestação de serviço. Deus te mantenha forte e te abençoe juntamente com seu marido. Beijos.

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  2. É algo que só quem já passou, sabe da dor que é. Quem nunca passou, apenas imagina como é.

    Quando eu tinha 17 anos descobri que estava grávida e fiquei apavorada pq meu pai é militar e qdo descobrisse eu tinha certeza de que ele nos mataria (hoje, com a cabeça que tenho sei que levaria uma bronca e casaria forçada, nada além disso, mas como meu pai já tinha me apavorado com a ideia qdo começamos a namorar, então era esse meu medo). Antes de confirmar para meu namorado a gravidez, perguntei o que ele faria se eu dissesse q estava grávida, ao que ele respondeu q me daria um abortivo pq sabia q meu pai nos mataria e fiquei com medo e pavor de ter q fazer tal atrocidade. Não podia contar com minha mãe pq nós erámos evangélicas e ela acreditava q eu me casaria virgem (tsc tsc tsc) e acredito q ela teria um enfarto antes de qualquer coisa. Sofri em silêncio, me deprimi e quando cheguei ao 3º mês de gravidez me preparando pra dizer ao meus pais que eles seriam avós e ao meu namorado q eu teria meu filho e jamais abortaria, passei mal e perdi o bebê. Foi um choque pra mim. Aliás, dois: um pq eu não estava esperando mas depois que a ficha caiu eu já amava aquela criança; depois ter q passar pela dor da perda. Demorei 13 anos pra falar para meu marido sobre essa criança e qdo o disse ele ficou muito triste por ter me dito sobre o abortivo, disse q jamais faria aquilo, que disse por dizer. Mas já passou. Depois de casada passei por um outro aborto espontaneo numa gravidez gemelar, mas somente um morreu e o outro prosseguiu saudável na gravidez. Mas sofri muito com essa perda também.

    Tenho 3 filhos saudáveis, felizes e inteligentes, muito amados por nós. E no momento estou sonhando com a possibilidade de adotar uma menina dentro de dois anos. Amiga, descanse e sonhe com a carinha do seu(s) filho(s). Essa fase vai passar, acredite. Assim como foi comigo e tantas outras mulheres que já passaram com isso. De uma coisa eu tenho certeza absoluta: esses meus dois filhos que perdi e o filho que você perdeu estão no melhor lugar: no céu com nosso Pai Celestial e é isso que deve trazer conforto para nós.

    Desculpa pelo anonimo, mas é uma parte da minha vida que não posso abrir para o restante da minha família, bj

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  3. Bem falar de um aborto espontâneo, de fato não é fácil, porem é uma forma de aliviar todo o sofrimento de uma perda irreparável. Nesse momento tão dolorido e angustiante desejo-lhe paz no coração, fé em Deus, que não falha nunca, serenidade e muita saude, que sobre tudo voce não perca a fe na vida, que vc encara como um momento especial, mesmo que não pareça, pq vc teve a oportunidade de ter em seu ventre um serzinho lindo que agora deve ser um lindo anjo do céu. Você merece muitas felicidades e eu acredito que Deus lhe dará um lindo filho, saudável que vai iluminar ainda mais a sua vida e a do seu esposo. Lhe desejo muitas felicidades e paz, e amor. Apesar de não lhe conhecer direito admiro muito a sua força. Nathalia Nogueira.

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  4. Parabéns adoreii tudo VERDADEEEE vou contar minha historia.
    Passei por 2 abordos o primeiro qdo eu tinha 20 anos , o segundo qdo tinha 28 a minha primeira gravidez fiquei muito triste porque achava que não era o momento , queria estudar e tal .Mas isso não durou muito tempo já estava amando meu filho ,já tinha comprado a primeira roupinha , todo mundo feliz era tudo que eu queria qdo infelizmente tive o aborto espontâneo com 3 meses e foi qdo tudo desmoronou fiquei muito triste tudo que vc escreveu aconteceu comigo mas superei cheguei ate achar que não poderia ter filho. Ai então minha meta era ter filho antes dos 30 anos ,planejei meu pequenino mas infelizmente aos 28 anos com 06 semanas de gravidez tive outro aborto, ai fiquei arrasada .
    Fui ao medico procurar tratamento pensei comigo "deve ter alguma coisa errada aqui" o problema deve ser eu, mas não tinha nada graças a deus minha medica disse que so´poderia tentar engravidar novamente depois de 06 meses , ai pensei o melhor e desencanar qdo deus quiser meu filho vai estar em meus braços que seja a vontade de Deus.
    E pra nossa alegria antes dos 06 meses eu estava gravidissima novamente fiquei super feliz e com aquele pensamento será que agora vai , e veio meu príncipe chegou no dia 29/07/2011 um dia lindo de sol numa sexta feira as 13hs um dia inesquecível um leonino birrento e fofo minha vida , hj ele tem 1 ano e 5 meses é a alegria da casa tive meu filho com 29 anos.
    Agente infelizmente tivemos que passar por essa situação tão triste que realmente só quem passa sabe,aquele anjinho está la no céu vai estar sempre olhando por nos , acredite e não perca a fé Deus vai mandar uma benção enorme na sua vida , um filho lindo cheio de saúde pra vc amamentar ,abraçar e acariciar .
    Minha amiga sei que não é fácil mas tenha fé e força pra supera essa fase tão ruim e dolorosa desejo muita felicidade e paz no coração. Super Bjo

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  5. Sempre lhe admirei. E agora lhe admiro mais!
    Ainda irei dar um abraço em você.
    E força. Vai dar tudo certo!

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  6. Estou muito triste dia 28/01/13 tive um aborto com 7 semanas de gestação, foi uma gravidez muito planejada onde demorei quase 1 ano para conseguir engravidar.Tenho um presente de Deus de 3 anos, um menino lindo o qual me faz não ficar chorando e sofrendo pelos cantos.Vou esperar 3 meses e vou tentar novamente, esse foi meu 2º aborto, tive outro antes de ter meu filho e em menos de 01 mês após esse aborto já engravidei novamente e tive uma gravidez perfeita, mas dessa vez vou esperar os 3 meses antes de tentar novamente.Que Deus nos abençoe e boa sorte a todas futuras mam~es.

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  7. Flor , triste o que aconteceu. Mas, a vida está aí!!! E você terá novas possibilidades!!! Tenha sempre esperança e força!!! Um Forte Abraço!!!!

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Gotas de felicidade!
Adoro quando leio seu comentário!
Obrigada pelo carinho!

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